Crônica escrita por João Batista Barbosa, Presidente Estadual do PT Pará. Barbosa foi vencedor, com esta crônica, do concurso da Secretaria de Cultura Nacional do PT.
Descobrir a força do PT e de LULA na Amazônia, tem sido simplesmente emocionante. Em setembro de 1993 iniciou-se uma demorada e reveladora viagem de barco, partindo de Manaus a Belém, denominada “Precursora da Caravana da Cidadania”. O grande desafio enfrentado por Clara Ant, João Batista, Luiz Fernandes Babão e Cíntia Campos foi viajar durante vinte e um dias a bordo do barco Comandante Abraão, de Manaus até Santarém e de Santarém a Belém, navegando sobre as águas dos rios Negro, Solimões, Amazonas, Tapajós, Tocantins e ainda sobre igarapés, furos, paranás e baías. A missão: preparar a futura caravana das águas, como parte das diversas caravanas da cidadania, que Luis Inácio Lula da Silva realizava por todo o Brasil, naquele ano.A primeira providência foi pleitear junto à Capitania dos Portos da Marinha Brasileira, em Belém, as cartas náuticas; documentos obrigatórios aos navegadores e indispensável à equipe para que tivesse livre acesso ao conhecimento dos rios amazônicos, bem como acerto na definição de roteiros, paradas e avaliação do tempo de deslocamento.
Após quatro dias de preparativos, a equipe, acrescida do então deputado estadual Sabá Nunes, pelo PT do Amazonas, zarpou do porto de Manaus, com roteiro de paradas parcialmente definido e com minucioso questionário a ser preenchido em cada localidade. Vários aspectos foram destacados na decisão das paradas e do tipo de evento que constaria da programação da caravana, a saber: o social, o político, o econômico, ambiental, cultural assim como tradições, costumes e outros; a força do PT e de possíveis aliados e apoiadores e dos adversários, além de suporte nas áreas de saúde e segurança.
